sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Academias acessíveis a todos

A prática de atividades físicas e esportivas deve ser ofertada a todos, sem distinção. Isso vale, obviamente, a todos os grupos e setores da sociedade – principalmente às pessoas com deficiência. Certo? Na teoria, a tese é perfeita. Porém, na prática, será que o acesso aos locais onde são oferecidos os serviços prestados pelos profissionais de Educação Física é facilitado a todos?
Em setembro, acadêmicos do curso de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) analisaram a acessibilidade das instalações físicas das academias em João Pessoa. Foram pesquisadas oito academias em bairros distintos da capital paraibana. Resultado: não foi encontrada em nenhuma delas a aplicação do padrão fixado nas normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – NBR 9050:2004.
A função da NBR 9050:2004 é “estabelecer critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade”. Vale ressaltar que a NBR 9050:2004 são referências normativas para o cumprimento do Decreto nº 5296/2004, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Em outras palavras, esses espaços – nos quais podemos incluir as academias – devem estar acessíveis a TODOS.
Diante deste fato, o CONFEF orienta os estabelecimentos que oferecem atividades físicas e esportivas, como clubes e academias, a se adequarem a estas normas, buscando adaptar seus espaços para receber e atender a todos, especialmente os portadores de necessidades especiais.
Essa ação, sem dúvida, beneficia as academias e os profissionais de Educação Física, que aumentam o número de usuários dos seus serviços; e toda população, que passa a ter acesso irrestrito à prática de atividades físicas e esportivas – objetivo defendido pelo Sistema CONFEF/CREFs desde a sua fundação.

Fonte: Portal CONFEF

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