Pesquisa publicada na última edição da revista da SociedadeAmericana de Fisiologia indica que exercícios aeróbicos, como a caminhada e a corrida, são mais eficazes na inibição do apetite do que as chamadas atividades anaeróbicas, como a musculação. No estudo, realizado na Grã-Bretanha, 11 homens jovens realizaram várias rotinas de exercícios, com intervalos de descanso, ao longo de vários dias. Em vários estágios de cada sessão de exercícios, eles preenchiam um questionário sobre o grau de fome que sentiam, e os cientistas mediam os níveis de ghrelina e de peptídeo YY em cada voluntário. O primeiro inibe o apetite e o segundo é o único hormônio conhecido por estimulá-lo. Os cientistas descobriram que as sessões na esteira provocavam uma queda da ghrelina, indicando a diminuição do apetite. Os níveis de peptídeo YY não se alteravam significativamente. O principal autor do estudo, David J. Stensel, da Universidade de Loughborough, diz que a descoberta pode levar métodos mais eficientes para usar os exercícios físicos no controle do peso. Os estudos anteriores foram inconclusivos quanto ao grau de produção ou inibição da ghrelina. Texto: Cassiano Sampaio Fonte: Redação Saúde em Movimento | |
| Publicado em: 18/12/2008 | |
domingo, 18 de outubro de 2009
EXERCÍCIO AERÓBICO PODE INIBIR APETITE
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
CAFEÍNA E EXERCÍCIO FÍSICO
Diversos estudos experimentais comprovaram a ação ergogênica da cafeína em aumentar a tolerância ao exercício ou postergar a fadiga, visando à melhora da performance ou do desempenho físico.
Um agente ergogênico é qualquer mecanismo, efeito fisiológico, nutricional ou farmacológico capaz de melhorar a performance nas atividades físicas esportivas ou ocupacionais.
Os efeitos ergogênicos da cafeína ainda não estão completamente elucidados, mas os pesquisadores acreditam em alguns mecanismos principais, como a ação da substância no sistema nervoso central afetando a percepção subjetiva de esforço e/ou a propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular, postergando a sensação de fadiga. Outro mecanismo, sobre o músculo esquelético, aumenta os níveis intracelulares de cálcio nos músculos e a eficiência da contração. A hipótese aceita para esse último mecanismo é de que a cafeína aja sobre o retículo sarcoplasmático, aumentando sua permeabilidade ao cálcio e tornando este mineral prontamente disponível para o processo de contração muscular.
Por isso, a cafeína é utilizada como estratégia em atletas tanto de esportes anaeróbios (alta intensidade e curta duração), como aeróbios (baixa ou média intensidade e alta duração).
A cafeína pertence a uma classe de compostos chamada xantina e é um potente estimulante. É encontrada em chás, cafés, cacau, guaraná, chocolate e refrigerantes. Seus principais efeitos fisiológicos no organismo humano (quando consumida em baixas dosagens – 2 mg/kg de peso corporal) são o efeito estimulante, diurético, diminuição da sonolência, aumento da taxa metabólica, estado de vigília e frequência cardíaca, relaxamento da musculatura lisa dos brônquios, do trato biliar, do trato gastrintestinal e de partes do sistema vascular.
Quando administrada via oral, a cafeína é absorvida de modo rápido e eficiente, com aproximadamente 100% de biodisponibilidade. A maioria dos estudos utiliza o intervalo de 60 minutos entre a ingestão de cafeína e o início do exercício físico, uma vez que este parece ser o tempo em que se observa a maior concentração da substância na corrente sanguínea após a ingestão.
Os estudos com resultados significativamente positivos, em que os atletas que ingeriram cafeína apresentaram maior tempo para a exaustão no exercício físico, foram obtidos com as mais diversas dosagens de cafeína. Desde baixas e moderadas (2,1 a 4,5 mg/kg de peso corporal) até doses supra fisiológicas (5,0 a 13,0 mg/kg de peso corporal). No entanto, os autores relatam não haver diferença significativa entre as dosagens maiores, pois os efeitos da administração de 3 ou 6 mg/Kg de peso corporal tiveram o mesmo efeito ergogênico.
Uma dose moderada de cafeína corresponde a cerca de 400 a 500 mg/dia, o equivalente a 4 xícaras de café.
A ingestão de cafeína em excesso pode causar irritabilidade, dores de cabeça, insônia, diarreia e palpitações do coração. A dose letal para uma pessoa adulta pesando 70 kg seria de aproximadamente 10 g .
Até o final de 2003, a cafeína era considerada doping pela Agência Mundial Antidoping (World Anti Doping Agency - WADA), mas a partir de 2004, foi retirada da lista de substâncias proibidas e incluída na lista de substâncias que seriam apenas monitoradas.
Assinar:
Postagens (Atom)